O Milho (Zea mays L.) é o terceiro cereal mais cultivado no mundo, somente, ficando atrás do trigo e arroz, é matéria prima para produção de uma grande diversidade produtos, mas destaca-se no uso de grãos para a alimentação animal (aves e suínos), que consome 70% do milho produzido no Brasil. Além disso, apresenta características agronômicas importantes no sentido de elevada produção de grãos e como opção nos sistemas de rotação e sucessão de culturas nas regiões produtoras de grãos.
A interação entre as plantas de uma comunidade induz a mudanças morfológicas e fisiológicas, que são importantes para a determinação do potencial produtivo das culturas. As respostas à densidade de plantas incluem mudanças na arquitetura da comunidade, no crescimento, no desenvolvimento e na absorção e partição de assimilados pelas plantas (CASAL et al., 1985). A exploração da elevada capacidade de rendimento de grãos de milho está relacionada ao contínuo desenvolvimento de técnicas que propiciem a maximização do seu potencial de exploração do ambiente. Com o surgimento de cultivares de ciclo mais curto, porte mais baixo, menor número de folhas e de folhas com angulação mais ereta, verificou- se um incremento no potencial de resposta da planta ao aumento da densidade (DWER et al., 1991; RUSSEL, 1991).
A população ideal depende do cultivar, da fertilidade do solo, da disponibilidade hídrica e da época de semeadura. Desse modo, a produtividade tende a se elevar com o aumento da população, até atingir determinado número de plantas por área, que é considerada como população ótima. Após esse ponto, a produtividade decresce com o aumento do número de plantas por área (Pereira, 1991).
Para minimizar a competitividade de plantas de milho na linha de semeadura, tem se utilizado a redução do espaçamento entre linhas, o que permite melhor arranjo de plantas, especialmente em altas populações (SANGOI; SILVA, 2005; SHIOGA, 2005; ALVAREZ; VON PINHO; BORGES, 2006).
A utilização de espaçamentos reduzidos e o aumento da população de plantas em híbridos de milho de menor porte proporcionam aumento do número de espigas colhidas, e conseqüentemente, do rendimento de grãos (MEROTTO JUNIOR; ALMEIDA; FUCHS, 1997).

CASAL, J.J., DEREGIBUS, V.A., SÁNCHEZ, R.A. Variations in tiller dynamics and morphology in Lolium multiflorum Lam. vegetative and reproductive plants as affected by differences in red/far-red irradiation. Annals of Botany, London, v. 56, p. 533-559, 1985.
DWYER, L.M., TOLLENAR, M., STEWART, D.W. Changes in plant density dependence of leaf photosynthesis of maize (Zea mays L.) hybrids, 1959 to 1988. Canadian Journal Plant Science, Quebec, v. 71, p. 1-11, 1991.
PEREIRA, R.S.B. Caracteres correlacionados com a produção e suas alterações no melhoramento genético do milho (Zea mays L.). Pesq. Agropec. Bras, 26:745-751, 1991.
SANGOI, L. Understanding plant density effects on maize growth and development: an important issue to maximize grain yield. Ciência Rural, Santa Maria, v. 31, n. 1, p. 159-168, jan./fev. 2000.
MEROTTO JUNIOR, A.; ALMEIDA, M. L. de; FUCHS, O. Aumento no rendimento de grãos de milho através do aumento da população de plantas. Ciência Rural, Santa Maria, v. 27, n. 4, p. 549-554, out./dez.
1997.